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Nó Tático

Tudo acabou antes do canto das cigarras

Escrito em

Paulo Martins

Agosto nem chegou e tudo acabou na capital. Teve fim aquela que jurava ser uma das melhores temporadas do futebol do Distrito Federal. Não que Brasiliense e Ceilândia tivessem que derrotar Atlético Mineiro e Botafogo. Não era obrigação. Obrigação era vencer o Ação no Mato Grosso e passar pelo Nova Venécia.

Tudo foi bem estranho em 2022, desde o calvário do Gama com o fracasso da SAF até a epopeia vivida pelo Gato Preto na Copa do Brasil, vencendo o Avaí na Ressacada. Coisa que o Palmeiras de Abel Ferreira não fez e que foi difícil ao Flamengo de Dorival Jr.

É complicado crer que o que dava certo, com os times da capital jogando bem e sendo (ambos) cotados a subir, serem eliminados bem precocemente na Série D. No mínimo inacreditável, mesmo com a dificuldade do campeonato.

O fim lamentável veio com o episódio proporcionado por organizados do Jacaré na tarde de ontem, no Abadião. Coisa que ainda com relativa razão, não se justifica.

São 10 anos no fundo do futebol brasileiro. Justo no aniversário de um de nossos maiores clubes, ontem derrotado na bola e na gestão. A graça: onde estava o futebol do DF há duas décadas atrás? Mesmo com o caso do Gama na Copa João Havelange em 2000, o time era respeitado nacionalmente; já o Brasiliense, jogando a Série B, foi finalista (quase campeão) da Copa do Brasil. Há exatos 20 anos.

Hoje, no meio do seco inverno de Brasília, lidamos com o insólito fracasso do nosso futebol. “Logo a capital do país não tem um time forte”, muita gente diz. E se comprova. É uma várzea. Não chegou sequer à primavera. Mais uma vez as cigarras cantarão e o futebol do Distrito Federal seguirá à míngua. Morto. Inexistente.

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