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Rio 2016

Em jogo épico, Brasil é derrotado pela Argentina no basquete masculino

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Sempre quando se fala no confronto entre Brasil e Argentina, vem à cabeça a questão da rivalidade. Seja em qual modalidade for, certamente, e no basquete não é diferente. Em um jogão, as duas equipes mostraram que o duelo foi digno de uma competição tão importante quanto as Olimpíadas. Mas, para a felicidade de Los Hermanos (que compareceram em um bom número ao ginásio), a equipe comandada por Nocioni venceu a equipe da casa, deixando a equipe de Ruben Magnano a mercê de outros resultados para garantir classificação.

O jogo
Jogo pegado e truncado, todas essas características inclui quando remete-se essas duas equipes. E, proposto a vencer a Argentina de qualquer forma (após eliminações no mundial de 2010 e Olimpíadas de 2012 ambas na prorrogação), a seleção mostrou que queria vencer para continuar vivo na competição, além de ganhar um clássico.

Diferentemente dos outros jogos, Ruben Magnano começou com a equipe composta por: Marcelinho Huertas, Leandrinho, Rafael Hettsheirmer, Marquinhos e Nenê (que teve um ótimo início nos minutos iniciais), porém, quem começou com em boa vantagem foi a equipe visitante composto por Scola e companhia vencendo por 15 a 10. E Após problemas no setor defensivo da seleção Brasileira, os rivais dos Brasileiros ainda meteram duas bolas de três pontos e saiu vencendo por 28 a 19.

Magnano decidiu modificar e colocar os reservas em campo, e a mexida funcionou. A equipe Brasileira começou a aproveitar as jogadas ofensivas no campo do adversário e, após duas bolas de três pontos de Guilherme Giovannoni e Benite (10 e 13 pontos na partida), o Brasil virou a partida para delírio da torcida local (que estava vendo a equipe do país vizinho como a pedra no sapato da atual geração do basquetebol) e foi vencendo para o intervalo por 52 a 44.

Na volta do intervalo a Argentina nos chutes de três pontos com Nocioni (cestinha da partida com 37 e pontos), e, conseguiu a virada faltando três minutos para o fim do terceiro período, colocando 64 a 63. Após realmente acordar na volta do intervalo, a equipe realmente entrou em quadra e a equipe local venceu o quarto por 72 a 67.

No início do último período, o clima começou tenso, nervoso, qualquer erro poderia ser crucial para o resultado da partida. O Brasil começou melhor, chegou abrir 3 pontos de vantagem e parecia que conseguiria uma grande vitória. Apenas pareceu, porque para a tristeza dos Brasileiros, os jogadores da seleção canarinho não fizeram uma falta nos jogadores Argentinos (forçando uma falta com direito a dois lances livres que teria como chances fazer no máximo 2 pontos-1 em cada), mas não fizeram e ainda por cima deixaram Nocioni concluir a cesta de três pontos para empatar a partida, faltando menos de cinco segundos para o fim do confronto. E com isso, o jogo foi ao tempo extra.

Nenê Hilário foi um dos destaques na partida - Foto: Ministério do Esporte

Nenê Hilário foi um dos destaques na partida – Foto: Ministério do Esporte

Com uma atmosfera a todo vapor, uma prorrogação não foi o suficiente. No segundo quarto do tempo do período adicional, a Argentina começou com tudo, chegou a abrir 6 pontos de vantagem. O Brasil foi atrás, e com Leandrinho jogando muito bem os 10 minutos finais (diferentemente do tempo regulamentar da partida) reduziu a vantagem para apenas um ponto, mas não teve jeito.

Após abrir dois pontos de vantagem, Carlos Delfino(argentino) foi para o lance livre e perdeu as duas chances, contudo, a seleção Tupiniquim não pegou o rebote e Ginobili conseguiu recuperar a bola para o país vizinho, sofreu a falta e marcou 2 pontos no lance livre, para a festa do torcedor Argentino, pois se no início do jogo a Arena Carioca 1 parecia tinha aspectos de uma grande festa da torcida Brasileira, no fim do jogo se transformou no estádio La Bombonera, com a grande festa dos Argentinos que venceram o jogo por 111 a 107 e cantavam “ Soy Argentino e o sentimento no puedo parar”.

Para se classificar, a Seleção Brasileira precisa de uma ajuda do seu maior rival. Além de vencer a Nigéria, ainda precisa torcer para a Argentina vencer a Espanha, dando um grande drama para o basquetebol do Brasil.

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