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Futebol

Patrocinador Master esclarece fim de apoio ao time feminino do Real Brasília

Em nota oficial, Banco de Brasília afirmou que patrocínio passou por reavaliação interna, antes de ser negado

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Foto: Arte/Esportes Brasília sobre imagens de Reprodução/Bancários DF e Divulgação/Real Brasília

No último dia do ano de 2025, os torcedores do Distrito Federal foram surpreendidos com uma nota oficial do Real Brasília declarando que, após o encerramento do patrocínio master do Banco de Brasília (BRB), o clube não tinha condições de manter a equipe feminina, abrindo mão da vaga no Brasileirão A1. Em esclarecimento ao jornal Lance, o banco distrital explicou os procedimentos e o que gerou a não renovação do contrato.

O clube de futebol já estava em no sistema Transfer Ban da FIFA desde o dia 29 de janeiro do ano passado, sem poder contratar reforços. Dessa forma, o BRB afirmou que os contratos e patrocínios vigentes passam por reavaliação interna, prezando por economicidade, transparência e governança, observando boas normas e práticas.

Em contraponto, o Real Brasília garante que o patrocinador master já estava ciente do fim da equipe feminina, principalmente pela negativa quanto à renovação do contrato. Além disso, o clube afirmou desconhecer os reais motivos pelo fim do contrato.

Em contato com a reportagem da Esportes Brasília, o presidente do Real Brasília, Luís Felipe Belmonte, ressaltou que o transfer ban não seria uma causa do ocorrido, pois foi em janeiro do ano passado e um aporte financeiro já teria sido garantido e aplicado para resolver a questão.

O banco, que recentemente passou por uma troca na presidência após escândalo no caso de compra do Banco Master, também assegurou a prioridade de investir no Distrito Federal e o compromisso de apoiar esporte e cultura como instrumentos de transformação social e desenvolvimento econômico.

Um exemplo disso é a premiação, por meio de patrocínio, no Candangão BRB, que teve prêmio recorde de R$ 1,2 milhão para o campeão, ficando atrás apenas do Paulistão Sicredi 2025 (R$ 5 milhões).

Com a palavra, o Real Brasília

Em contato com a EB, o Real Brasília destacou que o crescimento do futebol feminino no DF e no Brasil inviabilizou a operação sem um patrocínio master do tamanho do Banco BRB, ressaltando que críticas à sequência da base (e do masculino profissional) têm afetado aos jovens, alheios à situação.

O clube pontua que é possível manter uma base sem precisar do tanto de investimento que o feminino requer hoje no Brasil, com um crescimento exponencial em salários na modalidade.

“Ficamos chateados com isso, inclusive tendo ficado próximo de atletas que estavam conosco. Infelizmente não temos condições de manter um projeto feminino sem apoio ou patrocínio. Eu procurei outras empresas e possíveis patrocinadores, mas infelizmente não foi possível manter a modalidade durante a temporada”, declarou Pedro Ayub, diretor de futebol do Real Brasília. O dirigente também ressaltou que a desistência da temporada é apenas na modalidade feminina.

Comunicador formado pela Universidade de Brasília. Faz parte da equipe há mais de sete anos e também tem passagens pelo Bora Soluções Esportivas.