Futebol
Rodrigo Belchior: “O Luziânia não poderia ficar sem calendário”
Em entrevista exclusiva à Esportes Brasília, novo presidente do Luziânia revela como chegou ao clube e os objetivos em 2025
Escrito 2 meses atrás em
Por Rener Lopes

Colaborou: Rômulo Maia
Foto: Redes sociais
O Luziânia, bicampeão candango, vai jogar a Segundinha 2025. O azulino do entorno brasiliense quer voltar a figurar entre os times da elite do futebol do Distrito Federal no próximo ano. Para lutar pela missão, o time terá um novo comandante: Rodrigo Belchior, ídolo no Gama, assumiu na última quarta-feira (09), o cargo de presidente do clube.
Em entrevista exclusiva à Esportes Brasília, Rodriguinho contou como chegou ao Luziânia. “A gente via que o Luziânia passava por uma situação complicada. Tenho vários amigos no clube e eles alegavam que o ex-presidente Wallace de Carvalho estava disposto a pedir licença por dois anos do Campeonato Brasiliense. Pra um clube do tamanho do Luziânia, é complicado. É muito difícil tocar uma equipe do porte do Luziânia. Entendo a situação do Wallace, mas penso que o time não poderia ficar sem calendário. Conversei com alguns investidores e resolvemos apoiar o time”, afirmou o ex-meio-campista.
Wallace renunciou ao cargo de presidente do clube na última terça-feira (08) e deixou o clube após cinco anos na diretoria do Azulino. Ele começou em 2020, na gestão de Valdiron Gonçalves, assumindo o cargo de vice-presidente e chegou ao mais alto posto dois anos depois.
“Não foi tranquila [a saída dele]. Em nenhum momento, pedimos e falamos para que ele saísse. Mas ele mesmo, dentro das colocações que vinha fazendo, preferiu se afastar. Não entendemos o porquê ele ter se afastado. Quando ele disse a algumas pessoas que iria se afastar do clube, tentamos remover ele dessa ideia. Mas ninguém pediu, propondo buscar uma solução para o Luziânia. Tudo que ele pediu, fomos acatando, mas teve uma demora na assinatura dele, o que acabou nos atrapalhando. Tínhamos a previsão de início de trabalho para o dia 07 de julho, mas nossos planos mudaram e agora estamos em um período bom para poder trabalhar”, explicou Rodrigo.
O investimento no time virá de, pelo menos, dois empresários. A condição para que esses apoiadores chegassem ao Luziânia era de que Rodrigo assumisse o cargo de presidente. “Estão chegando ao clube pessoas sérias, com nomes a zelar. São nomes que entenderam a necessidade de ajudar o Luziânia nesse momento, como os empresários Carlos Alberto Garcia e Risomar Rocha Barros, e eles estão vindo com vários parceiros para nos ajudar nesse momento. O time tem tudo para fazer uma grande competição e vamos lutar para conquistar esse objetivo”, ressaltou o dirigente.
Elenco pra 2025: missão para um conhecido campeão
O time estreará na Segundinha 2025 frente ao Riacho City, em 23 de agosto. Rodriguinho informou que nomes já estão sendo procurados. “Já estamos apalavrados com alguns, com uma base interessante, mas sabemos que será um campeonato difícil. Vamos com o pé no chão pois, em 2026, será o centenário do Luziânia, e seria muito importante conseguir essa conquista esse ano”, afirmou.
Um velho conhecido do futebol candango foi escolhido para comandar o elenco azul: o técnico será Jairo Araújo. Já o bicampeão candango Ricardo Antônio será o coordenador técnico, com Evilázio de Almeida sendo o auxiliar técnico.
E o estádio?

Para ir em busca do acesso, nada como contar com o próprio estádio. É o caso do Luziânia, que manda os confrontos no estádio Serra do Lago, o Zequinha Roriz. No entanto, o local está sem condições de jogo.
Rodrigo Belchior faz questão de dizer que o mando de campo do Azulino tem que ser no Serra do Lago: “É a nossa casa, onde nos sentimos bem, o nosso ‘salão de festas’. Precisamos fazer dali um alçapão, pois jogar em Luziânia sempre é muito complicado. Já joguei ali a favor e contra e sei o tamanho da força que o time tem ali naquele estádio. Contamos com apoio dos parceiros, amigos, prefeitura, para que todos possamos mandar nossas partidas ali. Não tenho dúvidas que a torcida vai nos abraçar e a gente precisa mostrar, novamente, que Luziânia tem sua força, dentro e fora de campo”, afirma o dirigente.
Caso não dê tempo de ajeitar o estádio para a estreia, outra opção deverá ser escolhida. Contudo, o presidente garante fazer de tudo para mandar os jogos no palco luzianiense. “A gente nem pensa em outra solução que não seja essa. Mas, se mais pra frente, não tiver condições, vamos buscar uma segunda opção, mas nosso primeiro norte é o Serra do Lago”, finaliza Rodrigo Belchior.
Jornalista formado pela UCB. Atua na mídia esportiva desde 2006, com passagens por rádios e televisão, como narrador, apresentador e setorista. Tem no currículo três olimpíadas (Atenas 2004, Londres 2012 e Rio 2016), três Copas do Mundo (Brasil 2014, Rússia 2018 e Qatar 2022) e duas Copas América (Brasil 2019 e 2021). Além disso, é CEO Founder da Esportes Brasília Comunicação.


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