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Copa do Mundo Sub-17

Vem tetra! Brasil vira “jogo perdido” e está na decisão do Mundial Sub-17

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Quem esperava um jogo emocionante entre França e Brasil pela semifinal do Mundial Sub 17 não se decepcionou. O confronto, que acabaria com a invencibilidade e encerraria o caminho de uma das equipes na competição, teve muitos gols, emoções e uma virada histórica.

Após estar perdendo de 2 a 0, a Seleção Brasileira venceu a França por 3 a 2, na noite desta quinta-feira (11), no Gama (DF). Agora, os brasileiros vão atrás do quarto título da competição; primeiro em casa.

Dois times invictos. De um lado, o time da casa estava sem a estrela do time, o atacante Talles Magno, que sofreu uma lesão na coxa no jogo contra o Chile. Do outro, a equipe francesa estava sem o volante Lucien Agoum – comparado a Pogba –, que estava suspenso após receber dois cartões amarelos.

O jogo tinha tudo para ser equilibrado, mas com certeza não começou assim. Com 13 minutos, Kalimuendo e Mbuku conseguiram marcar 2 gols e, com um Brasil apático, tudo parecia perdido.

Nessa hora foi impossível não lembrar da campanha da França até então: 17 gols feitos, apenas dois gols sofridos.

Até a metade do primeiro tempo, Daniel Cabral e Diego Rosa estavam mal posicionados e a zaga brasileira claramente não funcionava. Pedro Lucas, que foi o principal jogador contra a Itália, também não se encontrava no jogo. Aos 30 minutos, mesmo demonstrando reação e com 59% da posse de bola, o time não conseguia se encaixar.

No final do primeiro tempo, o que parecia uma luz no fim do túnel, se tornou decepção. Após um carrinho de Mbuku em Yan Couto dentro da área, o árbitro marcou pênalti para o Brasil. Kaio Jorge, um dos destaques brasileiros na competição, posicionou a bola e já estava pronto para bater quando a cabine do VAR interferiu. Pênalti anulado e intervalo.
Na saída do campo, o árbitro salvadorenho Ivan Barton foi vaiado pela torcida, enquanto o time brasileiro saiu aplaudido e apoiado, mesmo com a derrota parcial.

Na volta, os 13 mil torcedores presentes incentivavam a equipe cantando “Eu acredito” e o grito funcionou. Os jogadores também acreditaram. Os meninos, que haviam melhorado no final do primeiro tempo, voltaram ainda mais fortes.

Pela primeira vez na competição, a equipe do Brasil não tinha jogadores destaques como havia acontecido nas outras partidas. Dessa vez, o time precisou jogar junto e na base da raça.

E a resposta veio rápida: aos 16 minutos Kaio Jorge fez o primeiro gol para o Brasil. Com a zaga francesa desatenta, o artilheiro do time aproveitou um escanteio de Peglow e depois de um bate e rebate na área, a bola sobrou para o atacante cabecear.

Mais 14 minutos e o improvável aconteceu. O Brasil conseguiu o gol de empate e, até então, levava a decisão para os pênaltis. Daniel Cabral desarmou Aouchiche e, depois de correr praticamente todo meio campo pela esquerda, cruzou de canhota para Yan. O goleiro espalmou a bola para a área e Veron marcou o segundo gol.

Parece que a conversa no vestiário tinha funcionado. “O professor Guilherme ajustou o que a gente estava errando e o que a gente deveria fazer a mais para conseguir esses gols. Fez algumas mudanças, não dos jogadores, mas táticas, e a gente conseguiu entender bem e colocar dentro de campo”, contou Daniel.

Aos 42, Matsima marcou, para o desespero dos brasileiros, o que seria o gol da vitória. Mas, dessa vez, o VAR ajudou o time da casa e o árbitro confirmou o impedimento. Aproveitando a decepção e o cansaço dos adversários, Lázaro fez, um minuto depois, o gol da vitória.

O camisa 20 recebeu a bola na ponta direita, cortou um zagueiro francês e bateu no contrapé do goleiro. A vitória do Brasil estava garantida de uma forma dramática, porém heroica, graças ao predestinado Lázaro.

Foto: Thiago S. Araújo/Agência EB

Último convocado
Lázaro foi o último dos jogadores a ser convocado pelo técnico Guilherme Dalla Déa e só foi chamado porque Juan, do São Paulo, se lesionou.

Em entrevista à Esportes Brasília, o jogador contou que se preparou para o momento e que, antes da partida, sentiu que faria o gol da vitória.

“Lá na Granja eu estava treinando as finalizações, estava olhando as estatísticas das minhas finalizações, e sempre melhorando pra quando tivesse a oportunidade estar pronto e fazer o gol, mas é parabenizar a todos da equipe”, conta.

“O professor Guilherme falou que eu ia entrar no vestiário, fiquei bastante tranquilo. Lá no quarto, no hotel, estava me dando uma coisa boa que eu ia entrar e decidir a partida, eu fui feliz, né? Eu acreditei na jogada também, se não tivesse acreditado na raspada do Kaio, não teria feito o gol. Uma coisa que eu sempre boto na minha cabeça, acreditar até o final”, completa.

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