Colaborou Willian Souto

Desde 2017, com a tramitação do projeto de Lei n.º 7.560/2014, conhecida como “Lei Caio Junior”, a Confederação Brasileira de Futebol passou a registrar no Boletim Informativo Diário da CBF (bid-e) também a contratação dos técnicos de futebol.

A proposta foi feita por um deputado da Bahia para que treinadores tivessem, com o registro no Bid-E, os mesmos direitos que os jogadores do futebol. O projeto foi batizado de Caio Junior, por conta do não recebimento de direitos trabalhistas por parte da família do treinador após a morte de Caio no acidente da Chapecoense.

Tanto que, em abril de 2017, Fernando Tonet – à época no Parnahyba/PI – foi o primeiro treinador brasileiro registrado no Bid-e.

Fernando Tonet foi o primeiro treinador do país registrado no Bid-e - Foto: reprodução
Fernando Tonet foi o primeiro treinador do país registrado no Bid-e – Foto: reprodução

Baseando-se neste projeto de lei, além das ações da CBF, a diretoria do Samambaense entrou com recurso no Tribunal de Justiça Desportiva do Distrito Federal com a denúncia de que os técnicos Marquinhos Carioca, do Legião, e Jorge Medina, do Planaltina, não estariam registrados no Bid-e e teriam comandado as equipes em partidas do Candangão Série B.

A informação foi divulgada com exclusividade pelo programa 98 Na Rede da Ativa FM, numa entrevista com o presidente do Samambaense, Gerson Carvalho. “Eu tive essa curiosidade de olhar tudo, pois hoje, se verificar no site da CBF, aparece toda a sua vida no esporte. No primeiro jogo, eu não tinha ninguém no Bid. E no terceiro jogo, estava com o time completo”, afirmou o dirigente.

A reportagem da Esportes Brasília apurou que os registros de Marquinhos e Medina saíram no bid-e somente na última semana, conforme as imagens abaixo:

bidmarquinhos

bidjorge

Em entrevista à Rádio Redentor AM, a diretoria do Legião preferiu não colocar panos quentes na situação. “Eu não vou entrar nessa discussão e não vou trocar farpa. Acho que a única intenção dele é me prejudicar”, disse o presidente do Legião, Jaime Corso. A reportagem da Esportes Brasília não conseguiu contato com os dirigentes do Planaltina.

Desta maneira, Legião e Planaltina estariam enquadrados no artigo 214 do CBJD e perderiam três pontos por cada jogo em que os treinadores estivessem irregulares. O caso foi encaminhado para o TJD/DF e, caso a denúncia seja acatada, a classificação da chave B do Candangão Série B pode ser alterada.

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