Na noite desta quinta-feira (02), Paulo Henrique Lorenzo, diretor de futebol do Brasiliense, foi banido do futebol, além de condenado a pagar multa de R$ 20 mil. Por unanimidade, a Quinta Comissão Disciplinar do STJD condenou o dirigente por tentativa de suborno e manipulação do resultado na partida entre CSA/AL e Manaus/AM, válido pela primeira rodada da Copa do Brasil 2018. Porém, a defesa ainda pode recorrer da decisão.

Julgamento aconteceu no STJD. Paulo Henrique (E) foi banido do futebol e terá que pagar multa de R$ 20 mil - Foto: Daniela Lameira/STJD
Julgamento aconteceu no STJD. Paulo Henrique (E) foi banido do futebol e terá que pagar multa de R$ 20 mil – Foto: Daniela Lameira/STJD

Dois dias antes da partida, o árbitro Vanderlei Soares de Macedo procurou a CBF e acusou o fisioterapeuta do Jacaré, Pedro Crema, de ter oferecido R$ 20 mil para favorecer a equipe manauara. Na denúncia, Soares ainda informou que uma pessoa seria encarregada de entregar o dinheiro no aeroporto de Manaus, caso ele aceitasse o suborno.

No dia 11 de maio, Crema, após ser ouvido, confirmou a tentativa de manipulação do resultado a mando de Paulo Henrique. Ele foi punido com uma suspensão de 365 dias de qualquer atividade ligada ao futebol, além de multa de R$ 10 mil.

Com o inquérito aberto, o dirigente do Brasiliense foi ouvido e negou qualquer contato com o fisioterapeuta, afirmando, ainda, não conhecer Pedro. Assim, com incertezas nos depoimentos, foi marcada uma acareação entre ambos, a fim de solucionar o caso, no dia 26 de junho. Paulo Henrique solicitou o adiamento da ação, que foi negada pelo STJD, e uma videoconferência foi marcada. Porém, no dia e hora marcada, o diretor do Brasiliense sumiu, não atendendo, inclusive, as ligações do tribunal. Na ocasião, Pedro prestou novo depoimento.

Diante desse acontecimento, a Procuradoria ofereceu a denúncia contra Paulo Henrique Lorenzo, pela prática de ato descrito artigo 241 do CBJD, por supostamente dar ou prometer qualquer vantagem a árbitro ou auxiliar de arbitragem para que influa no resultado da partida.

Paulo Henrique (D) ao lado de Luiza Estevão, diretora de futebol do Brasiliense - Foto: metropoles.com
Paulo Henrique (D) ao lado de Luiza Estevão, diretora de futebol do Brasiliense – Foto: metropoles.com

Em frente à essa mesma comissão, o dirigente foi ouvido e respondeu às perguntas dos auditores. Com muitas divergências das palavras de Crema, Paulo Henrique disse entender que essa denúncia foi feita apenas para prejudicá-lo, uma vez que o fisioterapeuta teve um pedido de aumento recusado pelo diretor. Por conta dessa discordância, o caso foi a julgamento.

Por entenderem que o fisioterapeuta não inventaria uma história como essa, a ausência de Paulo na acareação e as provas recolhidas por Pedro, como fotos que comprovavam a proximidade dos dois, além de ligações nos dias anteriores à partida, ficou decidida a exclusão do dirigente de qualquer atividade relacionada ao futebol.

A reportagem da Esportes Brasília procurou Paulo Henrique para que se manifestasse a respeito do assunto, mas o dirigente não atendeu às ligações.

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