Nó Tático
Onde a política e o esporte se encontram
Raro no país, o DF com seu diferente sistema político vacina candangos contra a inconveniência ao esporte
Escrito 1 ano atrás em
Por Paulo Martins

Neste domingo (06/10), vários brasileiros pensaram em milhares de coisas antes de dar o voto sagrado e de confiança a vereadores e prefeitos. Entre elas, claro, a força de representação, para qualquer dos termos. Afinal, esse é um dos aspectos básicos da política. Viver é um ato político e o famoso dito “a união faz a força” será vigente enquanto existir a política. Ainda que a força em outras coisas controversas se aplique, não deixa de ser força.
Cria-se uma péssima cultura de lobby ao redor do dia a dia dos brasileiros como modus operandi para a vida. Ora, se este é o exemplo que entrega quem tem a obrigação de dar exemplo, assim é. E assim se observa que, mesmo por uma mísera migalha, se faz motivo para inventar lobby.
Muitos de nós, cronistas e torcedores (ou cronistas-torcedores à vez), gostaríamos de apreciar o esporte apenas como o que ele é: base de entretenimento e rico formulador de caráter e educação. Infelizmente hoje, e ainda mais aqui no DF, assim não é. Ficamos sempre subjugados às novelas de bloco A contra bloco B para determinado fato, inclusive no futebol, nossa modalidade mais popular.
Isso não quer dizer que não opere em modalidades diferentes, onde impera grande má vontade local e nacional com o produto maior, uma contra-lógica ao que tenderia ser correto para fazer de um esporte mais apreciado e mais popular. Não valorizados os profissionais que ali estão, dentro e fora de quadra, um tanto faz de quem deveria melhor fazer as coisas, deixa o que deve ser feito como descaso a qualquer esporte.
Mais vale, aos lobistas de plantão, garantir o seu. Tendo pouco que perder ou ganhar, ou não. Sejamos sinceros: com “pouca farinha, meu pirão primeiro”, imagine tendo bastante, onde é melhor comer ainda mais, mesmo que não seja conveniente para as coisas funcionarem bem no geral. Isso liquida genuínas e inocentes histórias que poderiam ser maiores, não fossem maltratadas as estruturas para se fazerem vistas as mesmas. Uma falta de vergonha que se permite trazer da urna para as quadras, campos etc.
É claro que todo esporte tem sua maneira de ser em uma determinada situação. Não é o mesmo para o Brasiliense conseguir subir à Série A (com tudo que isso significa) do que o Brasília Basquete voltar a se respeitar pelo NBB, nem que o Brasília Futsal se honre em quadra na LNF. Mas, a força de vontade (ou não), mais em Brasília do que em qualquer outro lugar, vide a que aqui as coisas mudam com menor frequência, é mais evidente.
Narrador Esportes Brasília desde 2022; Currículo com duas Supercopas do Brasil e uma Copa do Mundo, além de extensa cobertura do futebol, futsal e basquete da capital federal; Colunista EB no Nó Tático e apresentador do Segundou Esporte Clube, às segundas-feiras.


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