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Futebol

Para dirigentes, patrocínio de estatal ao Flamengo desrespeita o futebol candango

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Além de todas as dificuldades impostas ao futebol candango pela pandemia do Covid-19, mais uma ação do Governo do Distrito Federal está incomodando ao meio esportivo de Brasília que passa por grandes dificuldades com relação à patrocínios.

O Governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, é torcedor fanático do Flamengo do Rio de Janeiro, inclusive já foi chefe da delegação do clube carioca em partida da Copa Libertadores no ano passado. Ainda, em 2019 o governador do DF, através do banco estatal de Brasília, garantiu um patrocínio para o time de basquete do Flamengo carioca.

Agora a mais recente bomba vinda do Palácio Buriti, sede do Governo do Distrito Federal, foi o patrocínio anunciado através do Banco de Brasília ao Clube de Regatas Flamengo, do Rio de Janeiro, gerando em torno de R$ 35 milhões de reais. E a pergunta que não quer calar no meio esportivo candango é: E COMO FICA O SOFRIDO FUTEBOL CANDANGO?

Falando à Agencia Brasília, o dirigente do Banco BRB declarou que: “A parceria com o Flamengo, time com marca de força global, vai permitir ao BRB diversificar seus negócios, expandir sua base de clientes e ampliar a atuação nacional tanto na forma de presença física quanto digital”, afirma o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

Com exceção do Brasiliense Futebol Clube que, através da assessoria de imprensa, declarou que “não se manifesta sobre acordos que não envolvem o clube”, as outras agremiações estão em polvorosa sobre esta nova atitude do Governo do DF.

O presidente da Sociedade Esportiva do Gama, Weber Magalhães, falando à Rádio DF10 de Brasília declarou que acha um absurdo a situação: “se a pessoa (governador) fosse consciente, usaria este momento do Flamengo para também elevar o futebol de Brasília. Falaria para o presidente do Flamengo que estamos o ajudando, mas precisamos de uma força aqui para o futebol de Brasília dentro deste projeto. Sou um dos mais antigos entre os presidentes de futebol que estão atuando em Brasília. Essa atitude do governo de Brasília me atinge demais, sabe. A dificuldade para dirigir o Gama é muito grande, dificuldades para conseguirmos patrocínios é enorme. Então, seria o momento do GDF poder ajudar nosso futebol, agradando o futebol de Brasília, principalmente à Gama e Brasiliense que estarão disputando a série D do brasileiro. Precisamos chegar na série C. Isso com certeza vai garantir público nos estádios do Distrito Federal. Aqueles que assessoram o Governador parece que não conhecem o futebol candango, e isso é lamentável”, disse o presidente do Gama.

O Diretor Técnico da Federação de Brasília, Márcio Coutinho, chegou a comentar em outra oportunidade que: “Se o GDF desce ao futebol candango 10% do que investe em clubes cariocas, com certeza o futebol da capital do Brasil estaria em condições de dar um grande salto de qualidade”, afirmou o dirigente da FFDF.

A torcida organizada que veste as cores do Gama promete se mobilizar em protestos contra a decisão do Governo de Brasília sobre ter virado as costas para o futebol do Distrito Federal. Ações serão desenvolvidas para demonstrar a indignação dos desportistas candangos contra o desrespeito do Governo do Distrito Federal para o esporte, o futebol da Capital do Brasil.

O Taguatinga Esporte Clube, que se classificou para a segunda fase do Candangão 2020, por estar enfrentando dificuldades para manter o elenco, decidiu que vai dar continuidade ao campeonato com a equipe sub-20, inclusive com o novo treinador, Junior Araújo.

As outras agremiações estão na expectativa sobre quando será o retorno do Candangão. O Tribunal de Justiça do DF voltou às atividades e na pauta estão dois julgamentos importantes: o do Capital e do Sobradinho.

Natural de Pelotas/RS, Sérgio Porto é jornalista. Também atua na Rádio DF10, parceira da Esportes Brasília, e atua como repórter freelancer em diversas emissoras de rádio do país.

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