Siga Nossas Redes Sociais

Colunas

Que mal timing tem o Candangão…

Das repetitividades às mudanças tardias, vendemos um campeonato abaixo do que queríamos

Escrito em

Costumes do futebol de Brasília, sobretudo nos últimos tempos, a repetitividade em escolhas e ciclos, tal qual as mudanças tardias ao observar a ineficácia de métodos anteriores, marcam o presente Candangão. Estas condutas claramente impactam na hora da quebra de expectativa, especialmente dentro de campo, referente à venda do produto do campeonato, na invalidez de chamá-lo de “maior de todos os tempos”. Em 2025, longe disso.

O grande “protagonista” desta história é o Gama. Diferente do arquirrival, Brasiliense, não abriu mão de pôr centroavantes como titulares, por pior que estejam jogando. Na tentativa desesperada, contratam meias: posição nada carente no alviverde, que muito produz e melhor ainda se defende. Pior, em contrapartida à histeria do falso domínio frente à competição, será a segunda eliminação na primeira fase em três edições, que é um cenário que se torna apenas real quando da sua materialização desastrosa.

Devidamente prevenido a isto, o Capital tardou quase toda a primeira fase para mostrar um melhor futebol. Arranca como que no tranco e, claramente, propulsado pela injeção de estímulo da troca de técnico, já com o “efeito Marcelo Cabo” em plena função, ainda animado pela classificação na estreia da Copa do Brasil. Se perguntavam pelo Coruja, ele chegou. Talvez o problema, para os demais, seja deixá-lo chegar.

Ainda mais se se trata de representatividade nacional, como os tricolores, que pedem passagem, vale também falar do Brasiliense. A forma no Candangão, como melhor ataque e melhor defesa, aponta que a unidade era ainda melhor do que a que tentou o acesso à Série C há menos de um ano. Passado o estrago de não ter batido, em casa, o Retrô, os esforços, em demasia, têm que ser focados, como maior ânimo ao Jacaré, na Copa Verde. Claro que será importante chegar à final local, mas a equipe precisa sentir o gosto de ter prestígio nacional para mostrar a vontade de ser quem deseja, como legítimo representante candango no país.

Repletos de expectativas antes do começo da temporada, Sobradinho e Legião se enfrentaram neste domingo (23/02). Decepção do campeonato, o Leão da Serra, já sem os nomes de destaque, como Sidão e Ednei, ainda por perder o centroavante Pipico, se contentou a estar fora da briga pelas semifinais duas rodadas antes do fim da primeira fase e garantir a permanência apenas com uma rodada de antecipação. Já o Leão Branco, sem a força interna que projetava, é o primeiro rebaixado na mesma altura, com um ponto registrado.

Entretanto, da comédia à tragédia, o nosso distrital terá uma pausa no fim de semana do feriado prolongado de carnaval. Mas, sem ressacas, a Número 1 não falhará na cobertura da rodada final da primeira fase, no sábado seguinte (08/03), a partir das 15h, com o Carrossel da EB cobrindo a última data simultânea em todos os estádios do DF. Não perca!

Narrador Esportes Brasília desde 2022; Currículo com duas Supercopas do Brasil e uma Copa do Mundo, além de extensa cobertura do futebol, futsal e basquete da capital federal; Colunista EB no Nó Tático e apresentador do Segundou Esporte Clube, às segundas-feiras.