Nó Tático
Retrospectiva do futebol candango em 2024
De tudo aconteceu aqui: finalista inédito, comando cirúrgico, arbitragem irregular na elite, novos traumas…
Escrito 1 ano atrás em
Por Paulo Martins

Coisas de final de ano, as lembranças de tudo que passa neste ciclo são absolutamente naturais. Para o futebol, repete-se a lógica e, portanto, além de aguardarmos as novidades do futuro, prossigamos com um breve recordativo dos fatos do futebol de Brasília em 2024. Aviso, de antemão, que posso ter esquecido algum momento marcante que aqui aconteceu. Sem mais demoras, seguem alguns dos momentos mais marcantes no ano:
Escândalo no Santa Maria: Começamos pelo primeiro caso do Candangão, que viria a desencadear suspeitas sobre a própria primeira divisão do Brasileirão. Foi comprovado que defensores do time grená estavam envolvidos em casos de manipulação de resultados, o que culminou na lanterna e no descenso da Águia. Desde lá, pouco se soube da equipe e de seus dirigentes. O mistério seguirá, no mínimo, até a Segundinha 2025, salvo que alguma novidade surja.
Gama destratado pelo próprio técnico: Todo time que entra em um campeonato tem que saber do regulamento. Cícero Júnior não soube, para os mais inocentes. Assim, ignorou ter o mando de campo nas semifinais contra o Ceilândia, onde, novamente, na volta, o então técnico alviverde falha em mudar – sem motivos – a escalação que calhou na eliminação e na oportuna classificação do Gato Preto à decisão, jogando fora o potencial e trabalho de toda uma instituição por ser campeão.
Capital finalista inédito e vice-campeão: Um time organizado e que pede passagem para fazer coisas grandes pelo futebol de Brasília. O vice-campeonato é pormenor, apesar do favoritismo, quando o Capital mostra que pode, finalmente, tirar o DF do fundo do futebol nacional. Se se dará, logo veremos. Mas que o Candangão e a Série D de 2025 têm um favorito, esse é o Capital Clube de Futebol.
Brasiliense e seus efeitos colaterais: De crer ter o futebol de Brasília nas mãos, o Jacaré viu o tempo passar e a soberania ser ameaçada. Para 2025, nem calendário e parcial (para não dizer pouco) favoritismo no que já foi o SEU estadual. No Brasileiro, o tosco episódio com Paulo Roberto Santos, o trabalho interino do Dr. Jorge Oliva (por 45 minutos) e o efeito colateral, a falsa sensação de “tudo certo”, com a queda que não deveria acontecer contra o Retrô, em pleno Serejão.
Tão abandonado quanto o Defelê, o Real Brasília: De defensor do Candangão a candidato a rebaixamento em 12 meses… Isto tornou se o Leão do Planalto, que tem o risco de não ter sequer o estádio onde saiu campeão em 2023. Entre diferentes incertezas, a notícia de pesados atrasos salariais tanto na rama masculina, que passou vergonha na Série D, e na feminina, que ainda conseguiu manter-se na elite do Brasileiro, fato e feito a cada ano mais difícil, complica o futuro, talvez o prazo de um time que soube ser campeão da capital federal.
Reforma olímpica e Sobradinho de primeira: O vexame começou na Segundinha 2023, quando o Leão da Serra foi a defesa mais vazada, uma completa desordem em campo e teve até o ídolo Túlio soltando o verbo nas redes sociais. Isto seguiu quando o mundo conheceu a pista onde o medalhista olímpico Caio Bonfim treina a marcha atlética, no abandonado estádio Augustinho Lima. Reformas depois, a cancha ficará pronta sabe-se Deus quando, enquanto o time, por felicidade voltou à elite. E campeão, ainda por cima. Da marcha atlética e das demais estruturas, aguarda-se um milagre. Nada tão novo na Serra.
Narrador Esportes Brasília desde 2022; Currículo com duas Supercopas do Brasil e uma Copa do Mundo, além de extensa cobertura do futebol, futsal e basquete da capital federal; Colunista EB no Nó Tático e apresentador do Segundou Esporte Clube, às segundas-feiras.


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