{"id":25012,"date":"2023-12-11T18:04:14","date_gmt":"2023-12-11T21:04:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.esportesbrasilia.com.br\/noticias\/?p=25012"},"modified":"2023-12-11T18:04:14","modified_gmt":"2023-12-11T21:04:14","slug":"nao-posso-mudar-ou-corrigir-o-que-me-corre-nas-veias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.esportesbrasilia.com.br\/noticias\/colunas\/notatico\/nao-posso-mudar-ou-corrigir-o-que-me-corre-nas-veias.html","title":{"rendered":"&#8220;N\u00e3o posso mudar ou corrigir o que me corre nas veias&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<p>Paulo Martins<\/p>\n\n\n\n<p>Este t\u00edtulo, caro leitor, \u00e9 um trecho da m\u00fasica &#8220;Chau&#8221; (&#8220;Tchau&#8221;, na tradu\u00e7\u00e3o do espanhol ao portugu\u00eas), da banda uruguaia No Te Va A Gustar. Inclusive, fica a recomenda\u00e7\u00e3o. Sobre esta frase ser\u00e1 a coluna de hoje.<\/p>\n\n\n\n<p>O fim do ano naturalmente nos leva a uma reflex\u00e3o geral. \u00c9 um momento onde resignamos sobre todo um ano que se encerra depois de muitos acontecidos. N\u00f3s que acompanhamos o futebol temos mais o costume de levar esta marca de tempo como temporada. Esta, tristemente mais curta para o Distrito Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>A bola nos interessa pelo sentimento de pertencimento que nos envolve a essa cidade, cada dia mais com uma identidade pr\u00f3pria. Infelizmente, nos gramados, esta se encontra perdida e carente ao extremo.<\/p>\n\n\n\n<p>Isto nem digo como parte da capaz imprensa esportiva, que este ano sofreu com pouca estrutura e at\u00e9 casos de persegui\u00e7\u00e3o. Sem falar de igual na falta de mercado que obriga os nossos prod\u00edgios a migrar para longe de casa, como os recentes exemplos de Duda Ribeiro e Klaus Barbosa. Mesmo os nossos grandes fot\u00f3grafos preferem cobrir eventos em outros estados para ter algo melhor que trabalhar.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, o que nos falta \u00e9 uma alegria mais nossa. E n\u00e3o porque venha um Flamengo ou um Palmeiras a jogar por aqui, eventualmente. Queremos o bem de quem entra nos nossos est\u00e1dios para defender uma hist\u00f3ria, hoje, quase nula.<\/p>\n\n\n\n<p>Infelizmente se nota que essa n\u00e3o \u00e9 uma vontade geral. Vai ano e vem ano (ou temporada, como queiram) n\u00e3o h\u00e1 um m\u00edsero ascenso. Por mais dif\u00edcil que possa ser, quem pode contrariar que a capital federal tem a condi\u00e7\u00e3o de levar um time a melhores escal\u00f5es, mais que maiores?<\/p>\n\n\n\n<p>Aqui entra a frase do t\u00edtulo e da can\u00e7\u00e3o citada. Observando bem a letra, os amantes do futebol candango tentam, ou tentaram, manter algo de alma que at\u00e9 certo tempo aqui havia.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Olhei para a minha direita, vi que desparecias, gritei com todas as minhas for\u00e7as e notei que n\u00e3o me ouvia. Fiquei toda a noite na areia tentei que algo valesse a pena&#8221;, diz parte da cifra.<\/p>\n\n\n\n<p>Todo esse desencanto parece permanente na mais de d\u00e9cada afundando na \u00faltima categoria nacional. Questiona-se, como modelo geral aos clubes e \u00e0 federa\u00e7\u00e3o, se isso muda.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste esporte, j\u00e1 n\u00e3o de hoje, a rentabilidade passa a falar cada vez mais alto. Ent\u00e3o, aparenta que os times, mantidos desta maneira, como se nada acontecesse, prefiram esta morte gradual e lenta.<\/p>\n\n\n\n<p>A eutan\u00e1sia das arquibancadas cada vez mais vazias terminam em um fim com um pedido de socorro praticamente inaud\u00edvel. Tristes e calados, seguimos a sonhar por dias melhores, sem saber se esses vir\u00e3o de volta. Em 2024? Dificilmente. Mas, &#8220;n\u00e3o posso mudar ou corrigir o que me corre nas veias&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paulo Martins Este t\u00edtulo, caro leitor, \u00e9 um trecho da m\u00fasica &#8220;Chau&#8221; (&#8220;Tchau&#8221;, na tradu\u00e7\u00e3o do espanhol ao portugu\u00eas), da banda uruguaia No Te Va A Gustar. Inclusive, fica a recomenda\u00e7\u00e3o. Sobre esta frase ser\u00e1 a coluna de hoje. 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