{"id":21961,"date":"2022-07-11T11:19:00","date_gmt":"2022-07-11T14:19:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.esportesbrasilia.com.br\/noticias\/?p=21961"},"modified":"2022-07-12T11:20:12","modified_gmt":"2022-07-12T14:20:12","slug":"steve-cooper-meu-perfil-de-tecnico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.esportesbrasilia.com.br\/noticias\/colunas\/notatico\/steve-cooper-meu-perfil-de-tecnico.html","title":{"rendered":"Steve Cooper, meu perfil de t\u00e9cnico"},"content":{"rendered":"\n<p>Paulo Martins<\/p>\n\n\n\n<p>Eu deveria escrever isto um pouco antes, mas vale considerar a intertemporada europeia para falar de um nome crescente no futebol ingl\u00eas: Steve Cooper. O t\u00e9cnico do meu \u00fanico time europeu, o Nottingham Forest, \u00e9 um nome que deve sair na boca dos f\u00e3s de futebol em breve. Espero que o nome do Forest tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p>De in\u00edcio, suspeitei do nome dele, ap\u00f3s suceder Sabri Lamouchi, que foi eliminado nos playoffs de acesso para a Premier League, de forma dolorosa. No entanto, em sua primeira experi\u00eancia profissional no futebol ingl\u00eas (tendo treinado as bases da sele\u00e7\u00e3o inglesa, do Liverpool e o profissional do Swansea, de seu pa\u00eds natal), o gal\u00eas foi o respons\u00e1vel por subir o Nottingham Forest para a primeira divis\u00e3o ap\u00f3s 22 malditos anos longe da principal liga de futebol do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>A minha hist\u00f3ria com o Forest come\u00e7ou de uma forma que n\u00e3o entendo. A hist\u00f3ria de Robin Hood me \u00e9 uma utopia sensacional, Bruce Dickinson nasceu em Nottingham, o time homenagea o her\u00f3i ga\u00facho e italiano Giuseppe Garibaldi (e pelos &#8220;maglie rosse&#8221; o time joga de vermelho) e o perfil de Brian Clough deixa qualquer um curioso por futebol surpreso: de time da segunda divis\u00e3o a bicampe\u00e3o da Champions em quatro temporadas. \u00c9 simplesmente fant\u00e1stico. Inexplic\u00e1vel. E uma \u00e1rvore como escudo \u00e9 uma gigante bandeira por si s\u00f3.<\/p>\n\n\n\n<p>Na quarentena total, fiz algo parecido com Brian Clough e abri uma carreira no videogame como t\u00e9cnico do Forest, na Championship, levando ao &#8220;tricampeonato&#8221; da Europa. Apenas. Depois disso voltei para a Am\u00e9rica do Sul para treinar o Lan\u00fas. Ins\u00f3lito. T\u00e3o improv\u00e1vel quanto o Forest subir, j\u00e1 que sempre batia na trave. Sabri Lamouchi foi uma decep\u00e7\u00e3o amorosa, com certeza, visto que chegamos a ser vice-l\u00edderes naquela edi\u00e7\u00e3o 20-21.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de perder Tobias Figueiredo, Ryan Yates e outras pe\u00e7as do elenco, o clima era de descren\u00e7a total. O come\u00e7o refor\u00e7ou essa ideia, ficando abaixo do Derby County, rival que seria rebaixado depois. A arrancada a partir das m\u00e3os de Cooper foi espetacular, rodada ap\u00f3s rodada, impulsionada pelas elimina\u00e7\u00f5es impostas ao Leicester (4-1, de virada) e ao Arsenal (2-0), na Copa da Inglaterra, caindo apenas nas quartas de final contra o Liverpool.<\/p>\n\n\n\n<p>Perder o confronto direto para o Bournemouth na antepen\u00faltima rodada por 1-0 me fez questionar: &#8220;sem subir denovo?\u2026&#8221; Playoffs, novamente. Da\u00ed a intelig\u00eancia de Steve Cooper contrastava com o time que n\u00e3o tem um elenco de Premier League nem aqui nem em lugar nenhum.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse contraste se faz notar quando voc\u00ea vence o Sheffield United fora de casa por 2-1 e perde no City Ground por 1-0. P\u00eanaltis, Brice Samba (sentiremos saudade do goleiro franco-senegal\u00eas, que cruzou o Canal da Mancha para defender o arco do Nantes a partir de agosto), vamos a Londres.<\/p>\n\n\n\n<p>Um gol contra. Sofrido. Exagerado. Batemos o Huddersfield por 1-0. We are Premier League. Again. Mas demorou para ser da primeira denovo. E como. No calend\u00e1rio da temporada rec\u00e9m-encerrada e no s\u00e9culo XXI, que ter\u00e1 dois bicampe\u00f5es europeus jogando a Premier League juntos pela primeira vez: Forest e Chelsea.<\/p>\n\n\n\n<p>Vejo esta era como uma renascen\u00e7a para o futebol ingl\u00eas: novos t\u00e9cnicos, novas ideias pr\u00f3prias, novos jogadores. As campanhas da Copa do Mundo de 2018 e da Eurocopa de 2021, mesmo sem t\u00edtulo, mostra uma Inglaterra diferente. Quem sabe Gareth Southgate n\u00e3o fa\u00e7a dessa sele\u00e7\u00e3o campe\u00e3 no Catar? Imposs\u00edvel n\u00e3o \u00e9. Vale observar.<\/p>\n\n\n\n<p>Recomendo observar Steve Cooper \u00e0 parte. Meu tipo de t\u00e9cnico ideal: o resiliente, o calmo, o modesto. E qualquer compara\u00e7\u00e3o com um recente bicampe\u00e3o da Am\u00e9rica \u00e9 mera coincid\u00eancia. O sonho do Forest existe. Quem viver, poder\u00e1 ver. Quem sabe haja algo de Mostaza Merlo (campe\u00e3o argentino em um Racing falido, depois de 35 anos de seca) no t\u00e9cnico dos Tricky Trees.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paulo Martins Eu deveria escrever isto um pouco antes, mas vale considerar a intertemporada europeia para falar de um nome crescente no futebol ingl\u00eas: Steve Cooper. 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