{"id":21915,"date":"2022-07-04T10:29:00","date_gmt":"2022-07-04T13:29:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.esportesbrasilia.com.br\/noticias\/?p=21915"},"modified":"2022-07-01T15:30:46","modified_gmt":"2022-07-01T18:30:46","slug":"o-rio-da-prata-e-a-bacia-do-futebol","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.esportesbrasilia.com.br\/noticias\/colunas\/notatico\/o-rio-da-prata-e-a-bacia-do-futebol.html","title":{"rendered":"O Rio da Prata \u00e9 a bacia do futebol"},"content":{"rendered":"\n<p>Paulo Martins<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta semana se definem os clubes classificados para as quartas de final da Libertadores e da Sul-Americana, com bons e interessantes confrontos. Vale, ent\u00e3o, falar de um peda\u00e7o de terra que respira futebol: a Bacia do Prata. E senhores, esse mon\u00f3logo n\u00e3o precisamente ressalta a gl\u00f3ria do futebol argentino, brasileiro, paraguaio e uruguaio: os maiores campe\u00f5es sul-americanos, junto dos colombianos &#8211; cabendo aqui men\u00e7\u00e3o para o Atl\u00e9tico Nacional, definitivamente o maior time do meio norte do continente.<\/p>\n\n\n\n<p>Entendo, com isso, a tirania e a mis\u00e9ria em outras p\u00e1trias irm\u00e3s, que penam no cotidiano (n\u00e3o sendo diferente no futebol), tais como Venezuela, Equador, Bol\u00edvia e Peru, que mereciam gl\u00f3rias maiores no futebol, al\u00e9m de casos como t\u00edtulos de Copa Am\u00e9rica isolados e as conquistas da LDU em 2008 e 2009 (Libertadores e Sul-Americana, respectivamente, ambas sobre o Fluminense) e do Cienciano\/PER em 2003 (ao bater o River Plate de Marcelo Salas e levar a Sula, \u00fanico continental peruano entre os clubes).<\/p>\n\n\n\n<p>Mas aqui, vale entender como a bacia do Rio da Prata, al\u00e9m de sua hist\u00f3ria, \u00e9 o seio do futebol da &#8220;America Meridionalis&#8221;. 41 das 61 Copas Libertadores est\u00e3o alocadas em locais banhados pelo segundo maior rio do continente, atr\u00e1s do Amazonas.<\/p>\n\n\n\n<p>Come\u00e7amos uma recorrida por este ber\u00e7o do futebol desde sua nascente, em terras guaranis. Apesar de tradicionais, Libertad, Guaran\u00ed, Nacional e Cerro Porte\u00f1o nunca levaram um t\u00edtulo, chegando, todos, pelo menos, \u00e0s semifinais. Apenas o Ol\u00edmpia, com suas tr\u00eas ta\u00e7as, \u00e9 o rei do Paraguai. Pr\u00f3ximos ao estado do Paran\u00e1 (tendo como refer\u00eancia o atual crescimento do Athletico), o potencial \u00e9 claramente vis\u00edvel para bater de frente com brasileiros, argentinos e uruguaios, nos campos de futebol.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes de pisar territ\u00f3rio brasileiro, passo pela prov\u00edncia argentina de Santa F\u00e9, lembrando os onze campeonatos nacionais de Rosario Central, Newell&#8217;s Old Boys e Col\u00f3n. Estes dois \u00faltimos, ainda, protagonizaram finais continentais, com os vice-campeonatos (respectivamente) da Libertadores de 1992, quando os Leprosos ca\u00edram para o S\u00e3o Paulo de Tel\u00ea Santana e na Sul-Americana de 2019, quando a caravana de 40 mil Sabaleros foi a Assun\u00e7\u00e3o, perder contra o Independiente del Valle\/EQU, e fazendo festa (mesmo assim) debaixo de chuva torrencial na capital paraguaia.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando fizera parte do Brasil, o Uruguai foi chamado de Prov\u00edncia Cisplatina (do lado pr\u00f3ximo do Prata). Hoje, os charruas, al\u00e9m de impressionante canteira de incont\u00e1veis craques, t\u00eam dois dos maiores times do continente: Nacional e Pe\u00f1arol, que, juntos, ostentam oito Libertadores. Mais at\u00e9 que o Rio Grande do Sul (outrora com vi\u00e9s mais separatista), que soma cinco t\u00edtulos nas conquistas de Gr\u00eamio e Internacional. Ali\u00e1s, ambas parcelas, juntas, formariam um grande campeonato (que teria as mesmas Libertadores que o restante dos clubes brasileiros em 2018, antes dos t\u00edtulos do Flamengo e do Palmeiras). Eu pararia para assistir um Juventude (campe\u00e3o nacional, de est\u00e1dio hostil) e Defensor (base de alguns craques como um tal Giorgian de Arrascaeta).<\/p>\n\n\n\n<p>Ao sair da Bacia do Futebol, o que dizer de Buenos Aires? S\u00f3 na Cidade Aut\u00f4noma s\u00e3o 13 Libertadores, a cidade que mais chegou \u00e0 Gl\u00f3ria Eterna, com Boca Juniors (6), River Plate (4), San Lorenzo (1), V\u00e9lez Sarsfield (1) e Argentinos Juniors (1). Isso sem falar na regi\u00e3o metropolitana, com o Independiente (Rey de Copas, de sete Libertadores), Racing e Estudiantes (de La Plata, mais ao sul), somando mais 12 conquista da copa m\u00e1xima do continente, dando as 25 conquistas da Liberta aos hermanos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para l\u00e1 foi a minha primeira viagem de avi\u00e3o. O primeiro est\u00e1dio que entrei na vida, depois de passear pelo Caminito, foi nada menos que La Bombonera. \u00c9 um dos mais fant\u00e1sticos lugares no mundo, sem deixar d\u00favidas. Confesso isso mesmo sendo torcedor do Lan\u00fas (que ganhou seu primeiro t\u00edtulo nacional, o Apertura 2007, na cancha do Boca). \u00c9 uma catedral do futebol. E Buenos Aires \u00e9 uma Jerusal\u00e9m. Nom\u00e1s. Do outro lado, em Montevid\u00e9u, nasceu a Copa do Mundo, h\u00e1 92 anos. Ao largo do rio: hist\u00f3ria, patriotismo e energia. Messi, Ronaldinho Ga\u00facho, Su\u00e1rez, Riquelme, Gamarra, Francescoli, Maradona, Gustavo G\u00f3mez, Forl\u00e1n, C\u00e1ssio e Gato (com o filho, Gatito) Fern\u00e1ndez. Exemplos sobram. Fica d\u00favida de que \u00e9 a Bacia do Futebol?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paulo Martins Nesta semana se definem os clubes classificados para as quartas de final da Libertadores e da Sul-Americana, com bons e interessantes confrontos. 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