{"id":1764,"date":"2016-05-02T20:57:20","date_gmt":"2016-05-02T23:57:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.esportesbrasilia.com.br\/noticias\/?p=1764"},"modified":"2016-05-02T20:57:20","modified_gmt":"2016-05-02T23:57:20","slug":"brasil-e-pioneiro-na-america-latina-com-laboratorio-credenciado-pela-agencia-mundial-antidopagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.esportesbrasilia.com.br\/noticias\/colunas\/deolhonasolimpiadas\/brasil-e-pioneiro-na-america-latina-com-laboratorio-credenciado-pela-agencia-mundial-antidopagem.html","title":{"rendered":"Brasil \u00e9 pioneiro na Am\u00e9rica Latina com laborat\u00f3rio credenciado pela Ag\u00eancia Mundial Antidopagem"},"content":{"rendered":"<p>O Laborat\u00f3rio Brasileiro de Controle de Dopagem (LBCD) foi reacreditado pela Ag\u00eancia Mundial Antidopagem (WADA, em ingl\u00eas) em maio de 2015, em an\u00fancio feito em Montreal, no Canad\u00e1, e ser\u00e1 um dos principais legados dos Jogos Ol\u00edmpicos Rio 2016. O laborat\u00f3rio passa a ser o 34\u00ba do mundo acreditado pela WADA. Para conseguir a reacredita\u00e7\u00e3o, o LBCD foi testado e avaliado intensamente durante cerca de nove meses pela Ag\u00eancia Mundial. Para manter a acredita\u00e7\u00e3o, o laborat\u00f3rio brasileiro ser\u00e1 avaliado constantemente pela WADA e ter\u00e1 que realizar um m\u00ednimo de tr\u00eas mil exames por ano, al\u00e9m de controlar a qualidade do processo. Essa periodicidade torna-se fundamental para dar credibilidade aos atletas de que as amostras analisadas estar\u00e3o de acordo com o padr\u00e3o internacional.<\/p>\n<p>A nova sede, constru\u00edda em 2014, fica na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O pr\u00e9dio foi constru\u00eddo gra\u00e7as ao investimento de R$ 134 milh\u00f5es do governo federal. Foram R$ 106 milh\u00f5es do Minist\u00e9rio do Esporte e R$ 28 milh\u00f5es do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, o Minist\u00e9rio do Esporte investiu outros R$ 54 milh\u00f5es para a compra de equipamentos de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o e materiais para a opera\u00e7\u00e3o do laborat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Como funcionar\u00e1 o laborat\u00f3rio: durante o per\u00edodo das competi\u00e7\u00f5es dos Jogos Ol\u00edmpicos, funcionar\u00e1 24 horas, durante 7 dias na semana. Embora o laborat\u00f3rio seja um espa\u00e7o de forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica, durante o per\u00edodo dos jogos, priorizar\u00e1 a demanda das an\u00e1lises dos atletas. Os sessenta profissionais que j\u00e1 fazem parte da equipe foram submetidos a um programa intenso de treinamento e haver\u00e1 novas contrata\u00e7\u00f5es visando atender a grande demanda durante as competi\u00e7\u00f5es. Vale ressaltar que a LBCD conta com consultoria de t\u00e9cnicos especializados em opera\u00e7\u00f5es antidopagem que j\u00e1 atuaram em outras edi\u00e7\u00f5es dos Jogos Ol\u00edmpicos.<\/p>\n<p>Durante as competi\u00e7\u00f5es, uma s\u00e9rie de medidas ser\u00e3o tomadas para evitar qualquer interfer\u00eancia no processo de an\u00e1lise que possa fraudar o sistema. A amostra quando chega ao laborat\u00f3rio \u00e9 recebida na recep\u00e7\u00e3o e a partir desse momento passa a ser de responsabilidade do mesmo. A amostra \u00e9 encaminhada por um funcion\u00e1rio at\u00e9 um setor restrito contendo apenas um c\u00f3digo, sem o nome do atleta. O laborat\u00f3rio renomeia esse c\u00f3digo internamente. A amostra \u00e9 separada em pequenas por\u00e7\u00f5es que passar\u00e3o por um processo de an\u00e1lise espec\u00edfica. Ser\u00e3o mais de 500 subst\u00e2ncias analisadas.<\/p>\n<p>A comunidade cientifica brasileira comemorou a reacredita\u00e7\u00e3o por diversos motivos: primeiro por ser a sede dos Jogos Ol\u00edmpicos em 2016, segundo por tratar-se de um laborat\u00f3rio creditado e moderno e tamb\u00e9m por poder atender os pa\u00edses vizinhos da Am\u00e9rica do Sul, na luta contra a dopagem.<\/p>\n<div id=\"attachment_1765\" style=\"width: 650px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1765\" class=\"size-large wp-image-1765\" src=\"https:\/\/www.esportesbrasilia.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/lbcd_robertocastro_me4-1024x683.jpg\" alt=\"Novas instala\u00e7\u00f5es do LBCD, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) - Foto: Roberto Castro\/Minist\u00e9rio dos Esportes\" width=\"640\" height=\"427\" srcset=\"https:\/\/www.esportesbrasilia.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/lbcd_robertocastro_me4-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.esportesbrasilia.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/lbcd_robertocastro_me4-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.esportesbrasilia.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/lbcd_robertocastro_me4-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.esportesbrasilia.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/lbcd_robertocastro_me4-696x464.jpg 696w, https:\/\/www.esportesbrasilia.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/lbcd_robertocastro_me4-1068x712.jpg 1068w, https:\/\/www.esportesbrasilia.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/lbcd_robertocastro_me4-630x420.jpg 630w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><p id=\"caption-attachment-1765\" class=\"wp-caption-text\">Novas instala\u00e7\u00f5es do LBCD, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) &#8211; Foto: Roberto Castro\/Minist\u00e9rio dos Esportes<\/p><\/div>\n<p><strong>Mem\u00f3ria Ol\u00edmpica<\/strong><br \/>\n<strong> Relembre alguns casos de doping que chocaram o mundo!<\/strong><\/p>\n<p><strong>SEUL 1988<\/strong>: Seul, Cor\u00e9ia do Sul. No dia 24 de setembro de 1988, chegava um dos momentos mais esperados daqueles Jogos. Na pista do Est\u00e1dio Ol\u00edmpico, os melhores velocistas do mundo, incluindo o brasileiro Robson Caetano, entraram em a\u00e7\u00e3o para a prova dos 100m rasos, considerada a mais nobre do atletismo. O duelo que todos queriam ver era entre o lend\u00e1rio norte-americano Carl Lewis e o canadense, nascido na Jamaica, Ben Johnson. No entanto, logo ap\u00f3s o tiro de largada, o que se viu foi Ben Johnson disparando e tendo um desempenho exuberante, com direito a recorde mundial. Naquele dia, Johnson se transformou num dos maiores nomes da hist\u00f3ria ol\u00edmpica a correr os 100m rasos abaixo dos 9s80.<\/p>\n<p>Mas a gl\u00f3ria durou pouco. Apenas dois dias depois, o canadense caiu no doping. Seu exame registrou a presen\u00e7a de estanozolol, anabolizante derivado da testosterona. O ouro de Johnson ficou para o seu rival, Carl Lewis, que tinha garantido a prata. Al\u00e9m disso, o canadense foi suspenso do atletismo por dois anos, al\u00e9m de perder contratos milion\u00e1rios de publicidade.\u00a0Ap\u00f3s a suspens\u00e3o, Johnson ainda voltou a competir, mas nunca foi o mesmo. Em 1993, deu positivo outra vez em um exame antidoping e, por ser reincidente, foi banido de vez do atletismo.<\/p>\n<p><strong>SIDNEY 2000:<\/strong> Aos 25 anos, uma norte-americana chegava \u00e0 Austr\u00e1lia disposta a ser um dos principais destaques dos Jogos. Quando a competi\u00e7\u00e3o come\u00e7ou, Marion fez o que o mundo esperava. Ela faturou tr\u00eas ouros, 100 e 200m rasos, e revezamento 4x100m, al\u00e9m de dois bronzes, revezamento 4x400m e salto em dist\u00e2ncia. Foi a primeira mulher a conseguir cinco medalhas no atletismo em uma mesma edi\u00e7\u00e3o de Jogos Ol\u00edmpicos. No entanto, Marion nunca mais teve um desempenho \u00e0 altura do que havia apresentado em solo australiano. Sua performance em Atenas 2004 foi discreta. Alcan\u00e7ou apenas um quinto lugar no salto em dist\u00e2ncia e chegou a levantar alguma desconfian\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o aos feitos obtidos quatro anos antes. Em 2007, a norte-americana confessou que havia competido sob efeito de anabolizantes e decidiu devolver as cinco medalhas conquistadas ao Comit\u00ea Ol\u00edmpico Internacional (COI), que em dezembro daquele ano anulou oficialmente os resultados da atleta.<\/p>\n<p><strong>O CASO LANCE ARMSTRONG:<\/strong> Poucas hist\u00f3rias no esporte eram t\u00e3o inspiradoras quanto a do ciclista norte-americano Lance Armstrong. Em 1996, ele foi diagnosticado com um c\u00e2ncer no test\u00edculo, que depois se espalhou para o pulm\u00e3o e o c\u00e9rebro, em que suas chances de sobreviver eram de apenas 40%, segundo os m\u00e9dicos. Indo na contram\u00e3o do diagn\u00f3stico, Lance enfrentou a disputa mais importante de sua vida, que o colocou entre a vida e a morte. Como um verdadeiro campe\u00e3o venceu a disputa. Ap\u00f3s a cura o ciclista criou a Funda\u00e7\u00e3o Lance Armstrong para auxiliar as pessoas no combate ao c\u00e2ncer. Em 1998, o norte-americano retornou \u00e0s competi\u00e7\u00f5es de ciclismo de estrada. No ano seguinte, conquistou a prestigiada Volta da Fran\u00e7a, principal evento da modalidade, feito que repetiu at\u00e9 o ano de 2005, tornando-o uma lenda do esporte mundial. Lance Armstrong virou celebridade e era admirado por todos. No entanto, tudo acabou em 2012. Ap\u00f3s ser acusado pela Ag\u00eancia Antidoping dos Estados Unidos, que detectou subst\u00e2ncias il\u00edcitas em suas amostras sangu\u00edneas de 2009 e 2010, o ciclista confessou que se dopava para competir. Lance foi banido do esporte e suas conquistas, ca\u00e7adas. Ele perdeu os sete trof\u00e9us da Volta da Fran\u00e7a e o bronze obtido em Sidney no ano 2000.<\/p>\n<p>A meta do Brasil \u00e9 zerar qualquer possibilidade de caso de doping. Vamos torcer para que nos Jogos Ol\u00edmpicos Rio 2016, n\u00e3o ocorram epis\u00f3dios tristes e desrespeitosos como os ocorridos em outras edi\u00e7\u00f5es. Esperamos de bra\u00e7os abertos por atletas conscientes e comprometidos com o esporte e com o devido respeito aos outros competidores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Laborat\u00f3rio Brasileiro de Controle de Dopagem (LBCD) foi reacreditado pela Ag\u00eancia Mundial Antidopagem (WADA, em ingl\u00eas) em maio de 2015, em an\u00fancio feito em Montreal, no Canad\u00e1, e ser\u00e1 um dos principais legados dos Jogos Ol\u00edmpicos Rio 2016. O laborat\u00f3rio passa a ser o 34\u00ba do mundo acreditado pela WADA. 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