{"id":14567,"date":"2020-09-11T21:30:27","date_gmt":"2020-09-12T00:30:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.esportesbrasilia.com.br\/noticias\/?p=14567"},"modified":"2020-09-11T21:34:03","modified_gmt":"2020-09-12T00:34:03","slug":"dia-do-arbitro-as-historias-de-quem-comanda-o-jogo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.esportesbrasilia.com.br\/noticias\/futebol\/dia-do-arbitro-as-historias-de-quem-comanda-o-jogo.html","title":{"rendered":"Dia do \u00e1rbitro: As hist\u00f3rias de quem comanda o jogo"},"content":{"rendered":"\n<p>No dia 11 de setembro, \u00e9 comemorado o dia daquele que \u00e9 respons\u00e1vel por comandar as partidas de todos os esportes, apitar faltas, ouvir reclama\u00e7\u00f5es dos atletas e, que at\u00e9 a m\u00e3e \u00e9 &#8220;homenageada&#8221;: o \u00e1rbitro.<\/p>\n\n\n\n<p>Como forma de homenagear os \u00e1rbitros, a reportagem da <strong>Esportes Bras\u00edlia<\/strong> entrevistou uma das revela\u00e7\u00f5es da arbitragem brasiliense: Luiz Paulo Aniceto, de 30 anos, morador de Samambaia, que come\u00e7ou a apitar partidas aos 19 anos de idade.<\/p>\n\n\n\n<p>Luiz conta que tudo come\u00e7ou incentivado pelo irm\u00e3o Muller Aniceto, que tamb\u00e9m \u00e9 \u00e1rbitro, e de uma maneira inusitada: substituir um juiz que faltou \u00e0 partida que estava acompanhando.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Como era &#8216;fominha&#8217; por futebol, ia para o campo bater bola durante o intervalo de um jogo pro outro e aproveitava para trabalhar como mes\u00e1rio. Um dia, faltou um \u00e1rbitro do jogo. Meu irm\u00e3o me perguntou: &#8216;porque voc\u00ea n\u00e3o apita?&#8217;. Eu falei que n\u00e3o, pois eu s\u00f3 sabia dar trabalho para o \u00e1rbitro e n\u00e3o sabia apitar. Ent\u00e3o, ele retrucou dizendo: &#8216;ou voc\u00ea apita ou eu serei linchado aqui&#8217;. Mesmo um pouco inseguro, resolvi apitar. No entanto, como eu j\u00e1 jogava h\u00e1 muito tempo, e acompanhava ele em outras oportunidades, n\u00e3o era t\u00e3o leigo no assunto&#8221;, conta.<\/p>\n\n\n\n<p>Luiz foi t\u00e3o bem em campo que foi elogiado pelos jogadores e, ap\u00f3s essa experi\u00eancia &#8216;for\u00e7ada&#8217; pelo irm\u00e3o, come\u00e7aram a aparecer convites para apitar outras partidas. Mesmo n\u00e3o conseguindo concretizar o sonho de ser um jogador de futebol, passou a aprimorar o conhecimento sobre as regras e se preparar fisicamente, prestando aten\u00e7\u00e3o nas partidas, tanto pela televis\u00e3o, quanto presencialmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2010, come\u00e7ou pra valer a carreira, apitando partidas das categorias de base no campeonato amador de Samambaia. Tr\u00eas anos depois, j\u00e1 estudando na faculdade de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica, inscreveu-se no curso de forma\u00e7\u00e3o de \u00e1rbitros da FFDF e deu um salto nas atividades, comandando jogos da base candanga.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 em 2014, Luiz come\u00e7ou a figurar nos quadros de arbitragem do futebol profissional candango como quarto \u00e1rbitro. Um ano depois, veio a chance de ouro: apitar partidas da Segundinha Candanga, maneira que a segunda divis\u00e3o local \u00e9 carinhosamente chamada. Foram tr\u00eas jogos, onde foi muito elogiado pelos atletas e comiss\u00f5es t\u00e9cnicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, no ano das Olimp\u00edadas do Brasil, chegou a t\u00e3o sonhada estreia na divis\u00e3o de elite do futebol brasiliense: em 13 de fevereiro de 2016, Luiz apitou o confronto entre Sobradinho e Paracatu, que terminou no empate em 1&#215;1, no est\u00e1dio Augustinho Lima.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s comandar diversas partidas de futebol feminino e masculino, o samambaiense foi indicado em 2017 para o quadro da CBF como \u00e1rbitro eventual, que \u00e9 acionado caso algu\u00e9m n\u00e3o passasse no teste f\u00edsico ou da prova te\u00f3rica. Um ano depois, o escudo de \u00e1rbitro oficial da entidade m\u00e1xima do futebol brasileiro chegou e, a partir da\u00ed, Luiz come\u00e7ou a apitar partidas oficiais de campeonatos brasileiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Questionado pela <strong>EB<\/strong> sobre o maior incentivador da carreira de \u00e1rbitro, a resposta n\u00e3o poderia ser outra: o irm\u00e3o Muller Aniceto. &#8220;Tudo na minha vida sempre tive o apoio da minha fam\u00edlia e, com certeza, meu maior incentivador na arbitragem foi, e \u00e9 meu irm\u00e3o&#8221;, garante.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"997\" src=\"https:\/\/www.esportesbrasilia.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/luizpauloaniceto_pa-1024x997.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14568\" srcset=\"https:\/\/www.esportesbrasilia.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/luizpauloaniceto_pa-1024x997.jpg 1024w, https:\/\/www.esportesbrasilia.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/luizpauloaniceto_pa-300x292.jpg 300w, https:\/\/www.esportesbrasilia.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/luizpauloaniceto_pa-768x748.jpg 768w, https:\/\/www.esportesbrasilia.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/luizpauloaniceto_pa.jpg 1054w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Luiz Paulo Aniceto \u00e9 \u00e1rbitro candango e apita partidas desde 2017 no quadro da CBF &#8211; Foto: Patricy Albuquerque\/Ag\u00eancia EB<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">M\u00e3e na arquibancada ouve tudo<\/h4>\n\n\n\n<p>Os torcedores sempre t\u00eam, com o sangue quente pelas derrotas do time ou pela m\u00e1 atua\u00e7\u00e3o do \u00e1rbitro, o costume de proferir palavras de baixo cal\u00e3o em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e3e do profissional. Luiz conta uma hist\u00f3ria em que a m\u00e3e, dona Iva Aniceto, acompanhou tudo presencialmente.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ela estava na arquibancada em um jogo do campeonato feminino e os torcedores o tempo todo me xingando. At\u00e9 o momento que teve uma menina que reconheceu ela e falou: &#8216;pessoal, voc\u00eas est\u00e3o xingando a m\u00e3e do Luiz. Olha ela ali escutando tudo&#8217;! Depois disso, nunca mais ela gostou de ir nos meus jogos. E um dos maiores motivos era a falta de respeito, al\u00e9m dos palavr\u00f5es que existem na beira do campo. A pior parte \u00e9 que ela sofre duas vezes: uma por mim e outra pelo meu irm\u00e3o. Ser m\u00e3e de um \u00e1rbitro j\u00e1 \u00e9 dif\u00edcil; imagine de dois&#8221;, conta Luiz.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Sonho de chegar na FIFA e mais respeito<\/h4>\n\n\n\n<p>Luiz, que \u00e9 casado com Thays Velozo e \u00e9 pai de dois filhos, Dericky e Davi, almeja continuar crescendo na carreira e, quem sabe, chegar ao mais alto posto de um \u00e1rbitro de futebol: o quadro da FIFA.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Como todo \u00e1rbitro, tenho o sonho que crescer na CBF, trabalhar em todas as s\u00e9ries e, se Deus quiser, um dia, chegar ao quadro da FIFA. O que eu pediria para todos os \u00e1rbitros seria mais respeito e, principalmente, mais valoriza\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma sensa\u00e7\u00e3o incr\u00edvel apitar uma final, independente da categoria. \u00c9 muito bom&#8221;, finaliza.<\/p>\n\n\n\n<p>Luiz se prepara para apitar mais uma partida do futebol brasileiro nos pr\u00f3ximos dias. Ele vai apitar, no pr\u00f3ximo dia 19 de setembro, o jogo entre Rio Branco\/AC e Independente\/PA, v\u00e1lido pela primeira rodada do Brasileir\u00e3o S\u00e9rie D.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 11 de setembro, \u00e9 comemorado o dia daquele que \u00e9 respons\u00e1vel por comandar as partidas de todos os esportes, apitar faltas, ouvir reclama\u00e7\u00f5es dos atletas e, que at\u00e9 a m\u00e3e \u00e9 &#8220;homenageada&#8221;: o \u00e1rbitro. 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