Na manhã desta quinta-feira, 19, uma reunião entre a Confederação Brasileira de Voleibol e os representantes dos clubes que disputam a Superliga feminina decretou o fim do sistema de ranking para as jogadoras a partir da próxima temporada.

Na última semana, uma primeira reunião ocorreu e o resultado foi diferente do de hoje. Os clubes tinham votado pela permanência do ranking. Contudo, dois clubes, São Paulo/ Barueri e Curitiba, não estavam presentes na reunião e tinham mandado seus votos via e-mail. Esse votos foram descartados pela confederação, o que causou uma revolta por parte dos dois clubes, motivando uma nova reunião realizada por videoconferência.

No encontro de hoje, o resultado final foi 7×4 pelo fim desse sistema. Os únicos clubes que votaram pela permanência foram Flamengo, Sesc-RJ, Fluminense e Pinheiros.

O sistema de ranking de atletas foi implantado na Superliga da temporada de 92/93, com o objetivo de garantir um maior equilíbrio entre as equipes que disputam o torneio. Esta medida limitava a quantidade de jogadoras de 7 pontos por equipe. A nova medida entrará em vigor para a Superliga feminina de 2020/21. A Superliga masculina já não conta com o ranking desde a temporada atual.

Todo início de torneio, o sistema era alvo de críticas por parte das jogadoras, que alegavam que o ranking motivava as jogadoras a saírem do país por falta de clubes capazes de fazer tamanho investimento.