Depois da carta de renúncia do então presidente da Federação de Futebol do Distrito Federal, Erivaldo Alves, coube ao vice-presidente da entidade, Daniel Vasconcelos, assumir o cargo até 01 de outubro de 2020. “Vamos agora procurar dar continuidade aos trabalhos que estávamos realizando, visando o Candangão 2018”, disse Daniel Vasconcelos, em entrevista à Rádio DF10, parceira da Esportes Brasília.

Porém, um grande desafio espera pelo mandatário da FFDF. Trata-se dos estádios para a competição que está chegando. No momento, além das praças esportivas do Entorno do Distrito Federal, caso do estádio Serra do Lago, em Luziânia; do Diogão, em Formosa/GO, e do Frei Norberto, em Paracatu/MG, o Distrito Federal conta com o estádio Nacional Mané Garrincha (provável casa do Brasiliense), Bezerrão (casa do Gama e do Santa Maria até o momento), Abadião (casa do Ceilândia), Rorizão (casa do Samambaia) e, em fase final, o Augustinho Lima (casa do Sobradinho).

Fica a expectativa sobre os estádios JK, no Paranoá, do Cave, no Guará (local onde o Real FC pretende atuar), e do Serejão, em Taguatinga (Bolamense pretende mandar os jogos). Além disso, a busca pelos laudos técnicos fornecidos pelos órgãos de segurança pública do Distrito Federal será mais uma árdua tarefa para a Federação de Futebol do Distrito Federal.

No último sábado (7), o estádio Serejão, em Taguatinga, palco de grandes jogos por séries A, B, C e D do brasileiro e do Candangão, foi palco de uma partida do campeonato sub20 de Brasília. O Legião venceu o Atlético Ceilandense, por 2×1. O estado do gramado do então conhecido Boca do Jacaré, pois foi a casa do Brasiliense por 16 anos, está em situação lastimável.

Estádio Serejão está completamente abandonado após ser usado poucas vezes em 2017 - Foto: Sérgio Porto/Agência EB
Estádio Serejão está completamente abandonado após ser usado poucas vezes em 2017 – Foto: Sérgio Porto/Agência EB

O que chamou a atenção é uma placa de uma obra de recuperação do gramado do estádio Serejão, que previa uma implantação de gramado do campo de jogo do estádio em Taguatinga. O valor da obra é de R$ 438.500,00 e a data de início prevista era 6 de fevereiro de 2017 e entrega da obra para 6 de abril de 2017.

No entanto, a reportagem da Esportes Brasília constatou que nada foi executado no local. Conforme informações dos funcionários que trabalham no Serejão, a empresa ganhadora da obra desistiu de executá-la.

Placa de execução no Serejão, mas que não está em exibição pública - Foto: Sérgio Porto/Agência EB
Placa de execução no Serejão, mas que não está em exibição pública – Foto: Sérgio Porto/Agência EB

O estádio do Cave, no Guará, também aguarda a conclusão das obras dos banheiros e vestiários. As instalações que serviriam de apoio para as Olimpíadas de 2016, estão com os trabalhos paralisados. Um projeto de revitalização do complexo esportivo do Guará tem início previsto para 2018, com conclusão estimada para 2019. O investidor Luiz Felipe Belmonte, presidente do Real FC, demonstrou interesse na concessão do estádio do Cave, no Guará, conforme matéria do Jornal do Guará de 21 de setembro de 2017.

O novo Conselho Arbitral do Candangão 2018 está agendado para o dia 16 de outubro, a partir das 10 horas, na sede da FFDF.

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