Jogo disputado, equipes fortes tecnicamente, virada nos acréscimos, muitas chances de gol, estádio novo… Tudo isso incrementou a final da Segunda Divisão do Candangão da tarde deste sábado, entre Samambaia e Bolamense. Quem não foi ao recém-reinaugurado estádio Rorizão, em Samambaia, perdeu a chance de acompanhar uma boa partida do futebol local.

E perdeu também a festa da equipe do Bolamense, que terminou levantando a taça de campeão da Segundinha de 2017. A equipe da Onça Pintada até saiu atrás no marcador, mas empatou no segundo tempo e virou nos acréscimos da partida, para se sagrar campeã candanga e terminar a temporada em grande estilo.

O jogo
A verdade é que o jogo só foi disputado pra valer na segunda etapa, mesmo. O primeiro tempo foi de bastante marcação das duas equipes, ninguém queria vacilar e nem arriscar a se lançar ao ataque. O Bolamense entrou num esquema com três zagueiros para segurar os velozes homens de frente do Samambaia. Já a Cobra Cipó não exercia a mesma presença ofensiva de outras tardes e sentia a falta do centroavante Gilvan, expulso na semifinal.

A primeira boa e real chance de gol do primeiro tempo só veio aos 31 minutos. Balotelli deu passe para Wisman, que fura a zaga do Bolamense e sai cara a cara com o goleiro Márcio, mas o camisa 12 foi mais rápido e afastou a bola com os pés.

Aos 42 minutos, o Samambaia abriu o placar. Andrezinho bateu escanteio na primeira trave e Índio desviou para trás. A bola sobrou para o atacante Edicarlos, figurinha conhecida do futebol do DF. O baixinho usou a perna esquerda para empurrar a bola para o fundo do gol, anotando o primeiro tento da Cobra Cipó.

Edicarlos abriu o placar para o Samambaia na reta final do primeiro tempo - Foto: Nonato Borges/Galera Candanga
Edicarlos abriu o placar para o Samambaia na reta final do primeiro tempo – Foto: Nonato Borges/Galera Candanga

Olha a água!
No intervalo da final, um acontecimento arrancou sorrisos dos torcedores nas arquibancadas. O sistema de irrigação do estádio começou a molhar o campo, prática normal nos gramados do país. O problema é que as torneiras viraram em direção ao espaço destinado aos repórteres de campo e alguns cinegrafistas, molhando tendas, cabos e até alguns profissionais.

Bola volta a rolar; Bolamense muda de postura
Na volta para o segundo tempo, o Bolamense decidiu mudar. Atrás no placar, o técnico Marquinhos Carioca tirou um dos três zagueiros e colocou um homem de meio de campo, para atacar melhor. A mudança na equipe, bem como de postura em campo, funcionou.

O Bolamense ganhou mais posse de bola e era melhor na partida. No entanto, aos 10 minutos, foi o Samambaia quem assustou. Kelvin puxou contra-ataque e passou para Edicarlos pela esquerda. A bola voltou para Kelvin e ele bateu firme, mas parou na bela defesa de Márcio Fernandes.

A resposta veio quatro minutos depois. Bruno arriscou chute de muito longe e carimbou o travessão do goleiro Pereira, assustando os samambaienses.

Aos 18 minutos, a rede balançou novamente, dessa vez a favor do Bolamense. Zé bateu escanteio no segundo pau e Taison cabeceou para dentro da área. A bola achou Raone, que tinha acabado de entrar na partida. O atacante dominou e bateu tranquilo para o gol, empatando tudo no Rorizão.

Um minuto depois, Kelvin tentou recolocar o Samambaia à frente com uma bola que parou na trave. A partir daí, o jogo começou a ficar pegado. As disputas mais simples de bola passaram a ser bem mais ríspidas. Em algumas delas, os atletas começavam a se estranhar e ensaiar um empurra-empurra.

A partida seguiu disputada até os acréscimos. Quando tudo indicava que iríamos conhecer o campeão através de disputa por pênaltis, veio a virada do Bolamense. Aos 47 minutos, Bruno bateu falta e levantou bola na área. A zaga do Samambaia afastou e Werick pegou o rebote, chutando para o gol. A bola desviou e sobrou para Taison, que, cara a cara com o goleiro Pereira, não perdoou e cabeceou para o fundo das redes, marcando o segundo gol do Bolamense.

Jogadores do Bolamense comemoram título da segunda divisão e acesso para a Série A do DF em 2018 - Foto: Nonato Borges/Galera Candanga
Jogadores do Bolamense comemoram título da segunda divisão e acesso para a Série A do DF em 2018 – Foto: Nonato Borges/Galera Candanga

Após o balde de água gelada, o Samambaia já não tinha mais tempo para reagir e tentar empatar. Então, a equipe do Bolamense só esperou ansiosamente o apito final para soltar o grito de “é campeão!”.

CAMPEONATO BRASILIENSE – SEGUNDA DIVISÃO – FINAL
SAMAMBAIA 1-2 BOLAMENSE
05.08.2017 – ESTÁDIO RORIZÃO – SAMAMBAIA/DF

Árbitro: Luiz Paulo Aniceto
Público: 608 pagantes
Renda: R$ 2.480,00

Cartões amarelos:
Andrezinho (Samambaia)
Werick, Bruno, Taison (Bolamense)

SAMAMBAIA:
Pereira; Andrezinho, Índio, Dedé, China; Balotelli, Filipe, Tarta, Wisman; Kelvin (Lúcio) e Edicarlos (Daniel).
Técnico: Ricardo Antônio

BOLAMENSE:
Márcio Fernandes; Taison, Márcio (Marquinhos), Somália; Zé, Gabriel (Fernandinho), Bruno, Werick, Bigu; Vitão, Michel Platini (Raone).
Técnico: Marquinhos Carioca

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