Colaborou Bruno Henrique de Moura

O Ceilandense venceu o Samambaense por 2×1, na partida de estreia da Segundinha 2019, jogo realizado no último dia 25 de agosto. À época, Gustavo Lott treinava o rubro-negro candango. Em matéria publicada na Esportes Brasília no último dia 27, Gustavo teve o contrato com o clube rescindido, dando a entender que teria sido demitido do cargo de treinador. A publicação foi realizada no Boletim Informativo Diário da CBF, o Bid-e.

A outros veículos, Gustavo afirmou que seria boato a saída do rubro-negro candango e de que ele seguiria treinando o time. Contudo, após a publicação da EB, no mesmo dia 27, a reportagem apurou que Gustavo teve registrado no Bid-e um contrato de treinador do Ceilandense.

No entanto, a história não termina aí. Segundo apuração da Esportes Brasília, o contrato de Gustavo Lott teria sido registrado de maneira errada pela equipe do Ceilandense. Gustavo foi registrado no último dia 22 como atleta da equipe, e não como treinador. A informação está disponível no Bid-e.

De acordo com a súmula registrada no site da Federação de Futebol do Distrito Federal, na referida partida, Gustavo esteve no banco de reservas do Ceilandense na vitória por 2×1 frente ao Samambaense.

Cabe lembrar que os outros nove treinadores da Segundinha 2019 já possuem registros como “Contrato Treinador” no Bid-e da CBF. Um exemplo é José Lopes Risada, que foi contratado para dirigir o Cruzeiro. Confira na imagem abaixo, publicada exatamente no mesmo dia em que o contrato de Lott como jogador teria sido publicado.

Com isso, o Ceilandense pode ter infringindo o Artigo 214 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (Incluir na equipe, ou fazer constar da súmula ou documento equivalente, atleta em situação irregular para participar de partida, prova ou equivalente).

Caso seja oferecida a denúncia ao TJD/DF e, se condenado, o Ceilandense pode perder os três pontos da vitória e ter de pagar multa entre R$ 100 e R$ 100 mil.

A reportagem procurou dirigentes do Ceilandense para comentar o assunto, caso de Carlos Félix, gerente de futebol, mas nenhum deles retornou as ligações. O espaço permanece aberto para manifestações.