O mando de campo era do Brasiliense, mas a torcida alviverde se fez dona da casa. E comemorou ao fim. Com gols de Vítor Xavier, Jefferson Maranão e Emerson, o Gama bateu o arquirrival por 3×1 e abriu vantagem na decisão do Campeonato Candango. Badiuga descontou, de cabeça, para o Jacaré.

E o jogo começou com rotação alta. Apostando na individualidade e na rapidez dos pontas, o Brasiliense obrigou Rodrigo Calaça a voar e realizar duas boas defesas em cinco minutos, com Gilvan e Maikon Leite. Na primeira chance do Periquito, Jeffesron Maranhão foi pra cima de Gleissinho, deixou o marcador para trás e cruzou rasteiro. Antes de Vitor Xavier, Wallace chegou cortando.

Rápido, mas truncado

A velocidade de ambas as equipes esbarrava nas marcações. Apelando às laterais, os finalistas forçavam a bola aérea e facilitavam o trabalho dos defensores. A rede só balançou aos 14 minutos, quando o Gama abdicou de levantar bolas e Vítor Xavier, depois de jogada trabalhada pelo lado, fuzilou o canto esquerdo do goleiro Felipe. Golaço e explosão alviverdes no Estádio Nacional.

As investidas do Gama se apoiavam no triângulo móvel formado por Vitor Xavier, Jefferson Maranhão e Gilsinho. As variações do trio em bloco, da esquerda para a direita e vice-versa, contava senpre com apoio dos laterais e Nunes fincado no comando de ataque.

Aos 20’, enquanto a Torcida Facção finalmente adentrava as arquibancadas, o Brasiliense alçou bola e achou Badiuga, que cabeceou para gol. Entrada triunfante da torcida amarela. Animado pelo batuque da organizada e, sobretudo, pelo empate, o Jacaré chegava com mais frequência no campo de ataque. Ainda aturdidos, jogadores e torcida gamenses apenas ouviam o alto barulho da massa amarela.

Jogo esfriou e a disputa subiu às arquibancadas. As torcidas disputavam no grito a soberania dos assentos vermelhos do Mané Garrincha, e a bela festa coloriu todo o anel inferior do estádio.

Em lance relativamente tranquilo, a defesa do Brasiliense espanou o taco e Mário Henrique dominou pelo meio. Nunes armou o pivô, recebeu na meia lua e, caído, enfiou bola milimétrica a Jefferson Maranhão, que ajeitou o corpo para bater no lado direito, mas fuzilou o canto esquerdo de Felipe. O goleiro amarelo sequer se mexeu. Gama 2×1 Brasiliense, e a festa vestia verde e branco novamente no Estádio Nacional.

Sem se abater, o Jacaré chegou novamente com perigo ao 40’, quando, em bola trabalhada dentro da área, Romarinho escorou e Maikon Leite bateu cruzado, em cima da zaga. Na sobra, Almir bateu com perigo, mas à esquerda do gol defendido por Rodrigo Calaça. Sem mais tempo, o árbitro Cristiano Gayo a primeira etapa.

Enquanto o Jacaré esfriou com o banho nos vestiários, o Gama voltou disposto a cortar pela raíz qualquer expectativa de reação do Brasiliense. Em investida rápida aos três minutos, Tarta acionou Nunes, que novamente fez o pivô com perfeição e lançou Vítor Xavier. Em velocidade e contra dois zagueiros do Jacaré, o camisa 20 abriu para Jefferson Maranhão, que bateu em cima de Felipe.

Brasiliense não conseguia chegar com perigo ao ataque. Sem trabalhar a redonda no meio campo, as válvulas de escape do Jacaré se resumiam a Maikon Leite, isolado numa ponta, e Romarinho, noutra. Sem ser ameaçado, o Gama subiu as linhas e ocupou a intermediária ofensiva até arranjar uma falta na intermediária, aos 20’. Tarta cobrou na área e Gustavo subiu mais que a zaga toda. 3×1 para o alviverde, e desespero para o Jacaré.

O Gama tomou o controle do jogo para si após o terceiro gol. Com passes rápidos, porém estudados, o Periquito ameaçava o goleiro Felipe e não permitia as saídas em velocidade do adversário. Postada na própria intermediária, a linha média do alviverde formou uma barreira e impedia o avanço das jogadas amarelas. Numa rara oportunidade do Jacaré, aos 30’, Romarinho partiu para o drible e bateu por cima.

Logo na sequência, em cruzamento na área, Alex Murici apareceu como elemento surpresa, mas, cara a cara com Rodrigo Calaça, perdeu o tempo da bola e desperdiçou boa chance. Forçando a pressão, o Jacaré ficou com a sobra e bateu direto. Rodrigo Calaça bateu roupa e quase Vítor Mariano não conseguiu completar para o gol.

Aos 37’, Tarta enfiou na lateral direita para Wagner, que partiu em velocidade e passou a Wisman. O camisa 23 cruzou e por muito pouco Nunes não completou com um voleio. Ainda insistindo nos cruzamentos, o Brasiliense esbarrava na alta estatura da defesa gamense, que em nada sofria para afastar o perigo nas investidas do Jacaré.

No fim do jogo, dois chutes do Brasiliense exigiram esforço de Rodrigo Calaça. Vitor Mariano, da entrada da área, e Alex Murici da lateral direita tentaram pelo Jacaré. Já ao fim do tempo regulamentar, o desespero amarelo não permitiu qualquer jogada de perigo por parte do time de Taguatinga. Fim de jogo no Mané Garrincha, e foi premiada a torcida que mais se fez presente à partida de ida das finais do Candangão.

Vantagem

Com a vitória sobre o arquirrival, o Gama subirá ao gramado do Mané Garrincha no próximo sábado (20), para o jogo de volta da decisão do Campenato Candango 2019. Podendo perder por placares mínimos, o alviverde garante a taça também em caso de empate. Ao Brasiliense, resta vencer por dois gols para levar a final à marca do pênalti, e por três para se sagrar campeão ainda no tempo regulamentar.

BRASILIENSE 1X3 GAMA
CAMPEONATO CANDANGO – FINAL – IDA
ESTÁDIO MANÉ GARRINCHA


Árbitro: Cristiano Gayo

Asssitente 1: José Reinaldo

Assitente 2: Renato Gomes

Quarto árbitro: Anderson Barroso

Público e Renda: não divulgados.

Gols: Badiuga (30’/1T); (Vítor Xavier (14’/1T), Jefferson Maranhão (35’/1ºT).

Cartões Amarelos: Alex Murici, Wallace; Rodrigo Calaça e Wagner;

Brasiliense: Felipe; Alex Murici, Wallace, Badiuga, Gleissinho; Dudu, Maikon Leite (Emerson), Geovane, Vitor Mariano, Almir, Gilvan e Romarinho;

Gama: 1 – Rodrigo Calaça, Felipe Tavares, Gustavo, Emerson, Mário Henrique; Wagner Balotelli, Tarta, Gilsinho (Samuel), Vitor Xavier (Wisman), Jefferson Maranhão e Nunes (Felipe Werley