O jogo do Brasília acabou. Mas o time entrou em quadra somente no apagar das luzes. Em uma partida para se esquecer, os candangos não resistiram ao forte ímpeto do Bauru e perderam por 62×96, a segunda pior derrota de toda a competição. Esse foi o quarto revés em sete jogos.

A falta de Nezinho já era um ponto a se preocupar, já que, até quando o armador joga mal, lidera o time com toda sua experiência. O que não se esperava era o jogo sonolento, confuso e apagado de quase todos os jogadores que tentavam fazer a armação da equipe. Com exceção de Gabrielzinho, que entrou na etapa final, nenhum teve êxito.

O camisa 8, inclusive, fez sua segunda partida no torneio e, apesar do péssimo resultado, tem motivos para comemorar. Após pedidos efusivos da torcida no ginásio, Ricardo Oliveira colocou Gabrielzinho que mostrou que pode sim ser uma peça para o restante do campeonato. Inclusive, foi com ele no time que o Brasília jogou um bom basquete e venceu o derradeiro quarto. Além disso, o último período foi o melhor do time no jogo. O Brasília chegou a abrir oito pontos de vantagem, 16×8. Mais do que fez no segundo e no terceiro período e um a menos do que no primeiro.

Mas vamos aos fatos. Dividindo a partido em três momentos, nos primeiros dez minutos o Brasília jogou mal, mas nem tanto. Tentou bastante, pecou muito, não teve fôlego e perdeu por dez pontos de vantagem. Era um presságio do que viria na outra parte do jogo.

Os quartos do meio foram para se esquecer. Muito mal em quadra e recheado de erros defensivos e ofensivos, o Bauru soube aproveitar a fragilidade do Brasília e não perdoou. Era uma cesta atrás da outra, um ponto atrás do outro e uma defesa sempre atenta. Assim que a vantagem foi crescendo. 

Sem qualquer pena dos brasilienses, os paulistas aumentaram sua vantagem para quarenta. Você não leu errado, 40 pontos. Ricardo Oliveira tentava trocar a equipe, mas Nezinho fazia muita falta. O cara do Brasília que encontra seus companheiros no vazio via o chocolate da arquibancada.

Com isso, as boas jogadas do Brasília não entravam. O pivô não funcionava. O armador não armava. O time não jogava. E foi esse cenário que precedeu a última parte do jogo, nossa última divisão.

Ricardo Oliveira resolveu testar. Colocou Gabrielzinho e Zé Carlos, dois jogadores que não entram muito em quadra. Para o primeiro, como dissemos, foi a estreia. Com um time completamente reserva, que ainda contava com Gui Santos, Gui Bento e Marcelão, o Brasília jogou de igual para igual. Foi o melhor momento do time em quadra, venceu o período por 23×18, mas foi derrotado por 34 pontos.

Essa foi a segunda maior diferença deste NBB. Só não foi pior do que os 35 pontos que o Franca colocou em cima do Pato Basquete. E foi por pouco. No último lance, Mendes errou um lance livre e não igualou a desvantagem no outro jogo.

Depois da irreconhecível derrota para o Bauru, o Brasília recebe o Franca, líder do campeonato, na próxima quinta, 21. A bola começa a quicar às 21h. Já os paulistas jogam contra o Rio Claro, na próxima terça, 19.

A partida terá transmissão da Esportes Brasília, a partir das 20:50.